sexta-feira, 1 de abril de 2011

Acampamento de Feitiços


No ano passado a Rede Globo, seguindo sua tradição em promover o espiritismo, veiculou uma micro série intitulada Acampamento de Férias. Renato Aragão estrelou os cinco capítulos que, a meu ver, nada têm haver com um acampamento de férias. Pelo seu conteúdo, a série deveria ser chamada Acampamento de Feitiços. As duas palavras – férias e feitiços, embora comecem com a mesma letra, têm significados bem diferentes. Segundo o Dicionário férias é a “folga”, “descanso” ou período (geralmente um mês) em que “se suspendem as atividades escolares ou profissionais”. (Silveira Bueno, Minidicionário da Língua Portuguesa). Já feitiço é a “mandinga, encantamento, bruxaria”. Feiticismo é a “crença nos poderes dos amuletos e estatuetas, ídolos etc.”. As férias podem ser tiradas por qualquer um, já os feitiços são realizados por um mago ou bruxo.


A mini-série que "tem um pé na aventura e outro na fantasia" (http://www.oglobo.globo.com/) apresentou todo tipo de feitiços: palavras mágicas, água da fonte da juventude, amuletos, varinhas mágicas, maldições, tendo Renato Aragão como seu mago. O público alvo são crianças e adolescentes que, infelizmente se encantam pela graça do Didi e não têm condições de julgar as mensagens espíritas contidas em cada capítulo. “No sentido mais básico, magia é uma tentativa de controlar ou coagir as forças naturais ou sobrenaturais para cumprir os mandos do homem (foi o que se viu na série global). Desconhecendo as causas naturais de muitos acontecimentos cotidianos, as pessoas nas primitivas sociedades criam que a repetição de certas palavras mágicas ou encantamentos, ou a realização de algum ritual, poderiam produzir certos efeitos desejados”. (O homem em busca de Deus, São Paulo: Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, 1990, 77-78).


A Bíblia diz que os últimos dias da história terrestre veriam um aumento significativo nas práticas relacionadas á feitiçaria (Veja II Tessalonicenses 2:9; Apocalipse 13:13,14; 17:23). Essas atividades seriam uma maneira de Satanás confundir as pessoas e afastá-las das verdades bíblicas que oferecem salvação (II Timóteo 3:13-17). A obra mestra de Satanás “será alcançada no fim dos últimos tempos. Diz o profeta: ‘Vi três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande dia do Deus todo-poderoso.” (Apocalipse 16:13 e 14) – (Ellen White, O Grande Conflito, ed. Condensada, Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1996, 331.)


Os feitiços são apenas um componente ou teia da imensa rede que representa o espiritismo moderno. O Espiritismo - “doutrina fundada na crença da existência de comunicações, por intermédio da mediunidade, entre vivos e mortos, entre os espíritos encarnados e os desencarnados” (Silveira Bueno, Minidicionário da Língua Portuguesa)- é condenado pela Bíblia Sagrada em vários trechos. Moisés alertou veementemente contra todas as práticas ligadas ao ocultismo e a feitiçaria (Deuteronômio 18:10-12); Isaías ensinou a não consultarmos adivinhos ou necromantes (8:19 e 20); Jesus atribuiu a Satanás o poder das trevas e os enganos (Mateus 3:3-11; 8:28-32); Paulo diz que a feitiçaria está entre os frutos da carne (Gálatas 5:20) e o apóstolo João advertiu que os feiticeiros não terão lugar no reino do céu (Apocalipse 22:15).


Embora Ellen White esteja se referindo a um contato mais profundo com o Espiritismo, creio que seu alerta deve ser escutado pelos curiosos do acampamento de feitiços: “Poucos há que tenham uma justa concepção do poder enganador do espiritismo. Muitos se intrometem com ele simplesmente para satisfazer a curiosidade. Encher-se-iam de horror ao pensamento de se entregarem ao domínio dos espíritos. Aventuram-se, porém, a entrar em terreno proibido, e o destruidor exerce todo seu poder sobre eles, contra a sua vontade. Uma vez induzidos a submeter sua mente à direção dele, segurá-los-á em cativeiro. Nada, a não ser o poder de Deus, concedido a fervorosa oração, poderá livrar essas almas.” (O Grande Conflito, Ed. Condensada, 330).


Ribamar Diniz

Assitente Geral do Centro de Estudos Ellen G. White - Bolívia

A chegada do Dia Eterno


A chegada da noite trás consigo a escuridão; a escuridão trás tristeza, medo, solidão, vazio... É a noite que alguns sentimentos, desejos e necessidades se intensificam, é nas trevas que a violência e a opressão se fortalecem e o fraco se sente mais assustado e inseguro.

É noite no planeta terra, e todos esses sentimentos de desolação e insegurança tomam conta da mente humana. Não é a toa que vivemos com medo, pois isso tudo é mais do que um sentimento, é uma realidade vista em todos os noticiários; é uma realidade presenciada em todas as partes e vivida por milhares de pessoas a todos os momentos no mundo.

A Bíblia diz: “Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos” (Isaias 60:02). As trevas do pecado que trazem consigo a violência, a maldade e a morte. É o pecado a causa dos traumas e sofrimentos do homem, e enquanto existir pecado, ou seja, enquanto a noite não terminar nós não conseguiremos ter paz e felicidade plena, mas não precisamos ficar desesperados pois temos uma promessa de esperança, que diz: “Mas para vós outros que temeis o Meu nome nascerá o Sol da justiça, trazendo salvação em suas asas.”(Malaquias 4:2)

Logo, logo Jesus voltará e nascerá o dia eterno e aí estaremos livres para sempre de todo sofrimento e dor produzido pelas trevas do pecado. “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto nem pranto, nem dor.” (Apocalipse 21:4). Viveremos a realidade de um mundo sem maldade, onde todos os nossos sonhos e desejos se realizarão segundo a vontade de Deus. “Alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido.” (Isaias 35:10)

Ah! Quanto almejo o raiar deste dia. Eu espero com muita ansiedade o momento em que poderei ver face a face meu Salvador e estar na sua presença, com as pessoas que eu mais amo para todo o sempre. Viva você também esta esperança, e se prepare para o retorno do Rei Jesus.


Ancelmo Luna

Obreiro bíblico no distrito de Juazeiro do Norte, CE.

Xena, a Princesa Lésbica


A programação da tarde na TV brasileira tem como audiência principal as donas de casa e as crianças. O conteúdo dos programas é péssimo, recheado com novelas e seriados baratos.


Uma dessas tardes eu estava sem fazer nada. E, como acontece quando estamos sem fazer nada, liguei a TV. Estava passando o seriado Shena, uma versão feminina de Conam. O episódio me surpreendeu. A história se passava na Roma antiga. As personagens principais eram Xena e sua amiga, Gabrielle. Até aí tudo bem, se o comportamento das amigas não fosse no mínimo estranho.


Numa das cenas Xena, que era mulher de Júlio César, passeia pela varando do Palácio e vê em outra casa Gabrielle, que é uma dramaturga. Uma bruxa diz a Xena, “Julio César daria tudo por um olhar desses”. Na hora me assustei e entendi o enredo do restante do episódio. Lesbianismo puro. Durante os encontros das duas personagens (foram vários) Xena faz de tudo para livrar Gabrielle das mãos de César, inclusive é crucificada no final como Jesus. Gabriele retribui quebrando o feitiço e levando as amigas de volta para seu tempo, onde terminam a aventura juntas cavalgando.


Durante uma das tomadas, Xena e Gabriella dizem que se amam, que são a coisa mais importante uma para a outra. Pegam na mão e trocam leves carícias. Basta. Creio que você já entendeu tudo. Esse não é o tipo de programa recomendado para seus filhos. Nem para sua esposa. Xena não é a princesa guerreira, mas a princesa lésbica. Sempre desconfiei do porte musculoso e jeitão masculino de Shena.


É duro perceber que o homossexualismo não encontra barreiras em nossos dias. Embora seja um dever cristão respeitar todas as pessoas, é difícil deixar de criticar essa postura. A Bíblia não apóia o lesbianismo (homossexualismo feminino), apesar de deixar claro que qualquer um pode se arrepender de quaisquer atos pecaminosos (Efésios 2:1-3; 4:18-20, 22, 24).


“Por causa disso Deus os entregou as paixões infames; porque as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário a natureza” (Romanos 1:26)


O homossexualismo (tanto masculino quanto feminino) nunca foi tão difundido como hoje. O fato se deve a uma crescente militância dos gays em busca de espaço em todos os setores da sociedade. Pouco a pouco eles conseguiram leis favoráveis a sua prática, representantes na política, uma enorme avalanche de exposição na mídia, filmes, novelas e seriados (como Xena) que incentivam o homossexualismo. Até deixar de ser adepto é discriminado como mostrou há uns meses atrás a revista Veja. Uma psicóloga foi duramente criticada por tratar e ajudar pessoas insatisfeitas com o homossexualismo que espontaneamente a buscavam. Uma das maiores conquistas dos homossexuais foi o uso da nomenclatura homossexualidade, que é considerada uma manifestação normal da sexualidade humana, além do casamento homossexual.


Atualmente “a união civil de casais homossexuais é legalmente reconhecida na Argentina, Dinamarca, Alemanha, França e Portugal”, [1] introduzindo pouco a pouco a conduta como parte da cultura. Uma recente para gay no Brasil reuniu 2,5 milhões de pessoas e até nos círculos cristãos existem vozes defendendo o homossexualismo. [2]


O apóstolo Paulo escreveu aos cristãos de Roma, local famoso pelos desvios morais de seus cidadãos, inclusive os mais ilustres (como Platão e outros filósofos que eram adeptos da pederastia): “Semelhantemente os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos, a merecida punição do seu erro.” (Romanos 1:27). Essa advertência foi antecipada por Moisés quando disse que “com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação.” (Levítico 18:22). Essa afirmação parte do pressuposto de que no princípio “criou Deus, pois o homem à sua imagem, à imagem de Deus os criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra...” (Gênesis 1:27-28) Note que Deus não estabeleceu outro gênero senão homem e mulher (macho e fêmea em outras versões). E a união que abençoou foi a desse primeiro par confirmada por Jesus Cristo no novo testamento como vitalícia.


Essa proliferação do que a Bíblia chama de “torpeza” é um sinal claro de decadência moral, que prenuncia a volta iminente de Cristo. Ele mesmo foi quem disse: “O mesmo aconteceu nos dias de Ló... Assim será no dia em que o Filho do homem se manifestar.” Nos dias de Ló Deus resolveu destruir as cidades de Somoma e Gomorra por sua impiedade. Entretanto encontrou Ló justo diante daquela geração perversa. Dois anjos foram enviados para livrarem a família desse patriarca. Mas, quando chegaram os homens (tanto velhos quanto jovens) daquela cidade cercaram a casa de Ló, à noite, quiseram abusar dos mensageiros do céu.


O fato de Ló ter oferecido suas filhas virgens aos homens deixa claro que o interesse deles era ter relações sexuais com os anjos. O resultado foi à destruição da cidade com fogo e enxofre da parte de Deus (Gênesis 19:1-38).


À medida que virmos o aumento do homossexualismo devemos tomar consciência de que mais perto está o Senhor, e agilizarmos nosso preparo para o encontro com Deus.

Ribamar Diniz

Assistente Geral do Centro de Estudo Ellen G. White – Bolívia


Referências:


1. Alejandro Bullón, Sinais de esperança (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2008), 66.

2. Idem.