sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vale a Pena Ser Honesto


Certo dia eu estava esperando uma pessoa no estacionamento de um edifício. Como sabia que ia demorar um pouco comecei a ler o livro O Amanhã Começa Hoje (li 47 páginas!). A poucos metros havia um grupo de políticos discutindo os resultados da eleição para vereador daquela cidade. Um deles liderava a discussão e falava como um vereador já eleito. Tentei me concentrar na leitura, mas não pude deixar de ouvir várias vezes o assunto de que tratavam. Percebi que um deles (o líder do grupo) havia ficado na suplência e começou a esclarecer porque não conquistou a cadeira de vereador. Entre outras coisas, falou sobre a compra de votos de outros candidatos.

Disse que um “tal”, na hora do pleito, saiu com 250 reais e comprou pelos menos 25 votos a dez reais. E completou para minha decepção: “Vocês estão vendo? O camarada com 250 comprar essa quantidade de votos, tão vendo como é fácil?” Depois das gargalhadas, outros passaram a revelar os segredos durante as disputas de outubro passado. Falaram de várias falcatruas (cheques recebidos para comprar votos; empresários que financiam o negócio para serem beneficiados depois; dívidas de campanha; o papel dos cabos eleitorais nesse crime; trabalhos comunitários desenvolvidos apenas para motivar votos etc.)

Fiquei internamente indignado com a atitude daqueles homens ávidos pelo poder e pelo dinheiro. Sem nenhuma cerimônia ou preocupação, revelar os podres das suas campanhas em via pública, com pessoas passando de vez em quando para eles parecia carecer de significado. Fatos como esse mostram como nossos políticos precisam mudar. Fiquei feliz em saber que nenhum deles ganhou a eleição, mas preocupado pelos vitoriosos (foram comentados durante a conversa).

Honestidade é um artigo raro na vida pública de nossos políticos. Os escândalos da política brasileira trazidos a luz recentemente (me refiro aos atos secretos do Senado) tornam manifesto que a atual geração de homens que governam o país precisa ser mudada. Nossos jovens necessitam urgentemente de modelos a quem imitar. Homens que sejam fiéis as suas convicções e a confiança depositada pelo povo.

Segundo o dicionário uma pessoa honesta é alguém “virtuoso, honrado, bem procedido, digno de confiança” (Silveira Bueno, Minidicionário da língua portuguesa). Poucas ou nenhuma dessas características possuem um bom número dos líderes que estabelecem as leis que regem a nossa nação. Tenho tanta confiança em alguns políticos como o dono do galinheiro tem na raposa que ronda suas galinhas. Ser confiável devia a meta de cada homem público. A honestidade não é uma utopia. É uma necessidade e algo digno de ser almejado por todos os cidadãos do Brasil, especialmente por aqueles que têm a função de esclarecer com sua própria vida quais são nossos deveres, direitos e o que é cidadania.


Ribamar Diniz

Assistente Geral do Centro White - Bolívia

Quando os Atos Contradizem as Palavras


Certo dia, numa loja revendedora de motos um fato inusitado me chamou a atenção para o despreparo no atendimento em muitas empresas consideradas "grandes".

Eu estava sentado com uma vendedora e outro cliente. Estava esperando o atendimento com outra pessoa que havia saído por um instante. Nisso, enquanto conversávamos, sem muito interesse, sentou-se um mecânico comentando sobre seu consorcio que ia sair. O que me impressionou foi ele dizer: “tô cansado de tal marca (mencionando a sua empresa que lhe garante o pão diário) agora vou usar tal marca.”

Eu disse o seguinte, em tom provocativo: “Sei que é falta de ética, mas qual a melhor das duas?” Ele disse que eram exatamente iguais. A vendedora disse sem muita argumentação: “acho que não”. Ele então soltou os cachorros e argumentou que a economia de combustível e a manutenção eram exatamente iguais, mas a concorrente tinha uma vantagem na hora da venda da moto. Ouvi tudo e saí calado.

Outro dia passei em frente a uma tenda armada para vender consórcios de motos em outro local da mesma cidade. Era uma nova marca, buscando espaço no concorrido mercado entre aquelas outras duas grandes marcas. O curioso é que todas as motos dos vendedores que estavam paradas eram das marcas concorrentes. Nenhuma era do modelo que eles estavam vendendo.

Diante desses fatos pensei como nós influenciamos as pessoas mais com nossos atos do que com nossas palavras. Não adianta só falar e usar a camisa do cristianismo. Devemos também estar convictos de quem somos e nos comportar de tal modo a defender nossa mensagem. E não fazer como o mecânico descuidado, a vendedora despreparada e a tenda que fazia propagando de outras motos e não das suas.

Diferentes da vendedora sem preparo devemos estar “sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós,” (I Pedro 3:15). Devemos agir não como o mecânico que queria outra marca, mas servir somente a Cristo porque “ninguém pode servir a dois senhores” (Mateus 6:24). Finalmente nossos atos (diferentes dos vendedores de consórcio)devem coadunar nossas palavras, pois “a fé sem obras é morta” (Tiago 2:17).


Ribamar Diniz

Assistente Geral do Centro White - Bolívia

As Bem-Aventuranças dos Adventistas

Bem-aventurados os adventistas “pobres de espírito” (Mateus 5:3), porque quando Cristo voltar dirão: “este é o nosso Deus, a quem esperávamos e Ele nos salvará; este é o Senhor a quem aguardávamos e na sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Isaías 25:9).
Bem-aventurados os adventistas “que choram” (Mateus 5:4), porque quando Cristo voltar “lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Apocalipse 21:4).

Bem-aventurados os adventistas “mansos” (Mateus 5:5), porque quando Cristo voltar herdarão e morarão na “nova terra” (Apocalipse 21:1)

Bem-aventurados os adventistas “que têm fome e sede de justiça” (Mateus 5:6), porque quando Cristo voltar haverá “novos céus e nova Terra, nos quais habita justiça” (II Pedro 3:13).

Bem-aventurados os adventistas “misericordiosos” (Mateus 5:7), porque quando Cristo voltar ouvirão: “Vinde benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25:34).

Bem-aventurados os adventistas “limpos de coração” (Mateus 5:8), porque quando Cristo voltar verão a Deus “cara a cara” (I Coríntios 13:12).

Bem-aventurados os adventistas “pacificadores” (Mateus 5:9), porque quando Cristo voltar “seremos semelhantes a Ele, porque lhe veremos tal como Ele é” (I João 3:2).

Bem-aventurados os adventistas que “padecem perseguição por causa da justiça” (Mateus 5:10), porque quando Cristo voltar e provada a vossa fé, “redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo”. (I Pedro 1:7).

Bem-aventurados os adventistas “quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disseram todo o mal contra vós” (Mateus 5:11), porque quando Cristo voltar “serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos” (Apocalipse 20:6).

OBS: O termo adventistas não foi usado nesse texto de maneira exclusivista para referir-se somente aos membros da igreja Adventistas do Sétimo Dia, mas a todos os cristãos que aguardam o segundo advento do Senhor.


Ribamar Diniz

Assistente Geral da Centro White - Bolívia